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O que são gengivite e periodontite
A gengivite é a inflamação da gengiva, como maior causa o acúmulo bacteriano. O maior sinal clínico da gengivite é o sangramento presente durante as higienizações bucais, ou de forma espontânea. Alterações hormonais da gravidez, ou devido à outras causas podem também levar ao quadro. Normalmente ela é reversível e por sempre estar associada com bactérias a limpeza bucal (profilaxia dental) bem realizada tende a regredir a gengivite.
Porém, em casos onde a gengivite não é devidamente tratada, pode evoluir para a periodontite onde há comprometimento dos tecidos mais internos como o osso, que prejudica a sustentação dos dentes, além de estar associada com alterações sistêmicas importantes como diabetes, pré eclâmpsia, parto prematuro, endocardite infecciosa e aumento do risco de declínio cognitivo.
Diabetes e doença periodontal: Doença com via de mão dupla, a periodontite pode desregular fatores glicêmicos em diabéticos, assim como diabetes descompensada pode desencadear a doença periodontal.
As alterações hormonais, tabagismo, estresse e predisposição genética influenciam o risco em desenvolver a doença, a velocidade e a gravidade da sua progressão.
Sinais e sintomas
A periodontite apresenta sinais clínicos tais como: sangramentos gengivais durante as higienizações com escova dental e fio dental, sangramentos espontâneos, inchaços das margens gengivais, mau hálito, gosto ruim, gengiva entre os dentes retraída, sensibilidade, pode apresentar mobilidade dos dentes nos casos mais avançados e a perda dos dentes quando não tratada precocemente.
Nenhum sangramento é normal, mesmo sem dor. A periodontite, assim como a gengivite, costuma ser silenciosa e quando a dor se inicia o quadro pode estar mais avançado, como um abscesso periodontal.
Como é feito o tratamento
Primeiro é preciso o diagnóstico com os exames da especialidade, como o exame periodontal completo - sondagem, avaliação sangramento, mobilidade dental, radiografias e tomografias quando necessário.
A forma de tratar vai diferenciar caso seja uma gengivite ou uma periodontite.
Para tratar a gengivite, os cuidados se mantêm até a margem da gengiva, pois não houveram destruições internas dos tecidos como o osso. Assim, profilaxia dental (limpeza) muito bem conduzida, orientações de higienização, controle bacteriano e acompanhamentos tendem a ser o suficiente.
Na periodontite, como se trata de uma doença o tratamento requer sessões de raspagens dentais dentro e fora da gengiva, com medicamentos locais, laserterapia e nos casos onde há alterações sistêmicas como diabetes, é necessário o uso de antibióticos prévio ao início das sessões.
Outras alterações relacionadas à doença periodontal - periodontite, podem requerer tratamentos cirúrgicos para recuperar o osso perdido (enxerto ósseo), enxertos gengivais e tratamento endoperiodontal em casos de abscessos periodontais que também envolve a polpa do dente.
Recuperação e cuidados
Depois da raspagem, é comum a gengiva e os dentes ficarem mais sensíveis ao frio por algumas horas ou dias. Após a gengiva iniciar a cicatrização, sua cor ficará rósea clara, com aspecto de saúde e desinchar, assim pode dar a impressão de retrair.
A periodontite é uma doença crônica que requer toda a seriedade para seu diagnóstico, tratamento e controle.
Por isso, é necessário o acompanhamento com periodontista com intervalos definidos para cada caso em específico, assim como manter a saúde sistêmica.
Os cuidados com higiene bucal devem se manter religiosamente com escova e fio dental, além de outros dispositivos indicados a cada caso.
Para quem é
- Quem tem sangramento na gengiva ao escovar ou passar o fio dental
- Quem percebe a gengiva retraída, dentes mais longos ou com mobilidade
- Quem tem mau hálito que não melhora com a higiene
- Pessoas com diabetes, fumantes ou com histórico de perda de dentes na família
- Gestantes com gengiva inflamada
- Quem foi encaminhado pelo dentista para avaliação periodontal
- Pessoas com alterações hormonais
- Pessoas imunodeprimidas
Se você se identificou, procure avaliação. A indicação depende do exame clínico.
Como funciona
Avaliação
Conversa sobre a sua queixa, a saúde geral e os hábitos, e exame periodontal completo com sondagem.
Tratamento básico
Raspagem e alisamento das raízes, em uma ou mais sessões, com orientação de higiene feita para você.
Reavaliação
Depois de algumas semanas, novo exame mostra como a gengiva respondeu e se algo mais é necessário.
Manutenção
Consultas periódicas ajudam a manter a doença sob controle, com intervalo definido para o seu caso.
Perguntas frequentes
Gengivite tem cura?
Na maioria dos casos, sim: a gengivite é reversível. Com limpeza dental (profilaxia dental) e higiene correta em casa, a gengiva costuma voltar ao normal. Sem tratamento, ela pode evoluir para periodontite.
Periodontite tem cura?
A periodontite tem controle, não tem cura definitiva. O tratamento tem como objetivo reverter a inflamação para que a doença se estabilize, assim a perda óssea também se estabilize. O osso perdido não volta sozinho, e a doença pode agudizar (voltar) quando não há o acompanhamento periódico.
Gengiva sangrando é normal?
Não. Sangramento ao escovar ou passar o fio dental é o sinal mais comum de inflamação na gengiva e merece avaliação, mesmo quando não há dor.
O tratamento da periodontite dói?
Não. Nos casos de periodontite a gengiva está descolada do dente, que permite acesso ao tártaro que está dentro da gengiva, assim normalmente não é necessário anestesia para realizar o tratamento. Porém, a anestesia é realizada quando necessário para melhor conforto do paciente. Após a raspagem até que os tecidos terminem de desinflamar, sensibilidade transitória pode acontecer.
Periodontite pode fazer os dentes caírem?
Sim. Sem tratamento, a periodontite destrói o osso que sustenta os dentes e está entre as principais causas de perda dentária em adultos. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples costuma ser o tratamento.
Dente mole tem tratamento? Vou perder o dente?
Nem sempre o dente mole está perdido. A mobilidade costuma vir da perda de osso causada pela periodontite, e o tratamento tem como objetivo controlar a doença e manter os dentes sempre que possível. O exame clínico e a radiografia mostram a situação de cada dente.
Tenho casos de periodontite na família. Vou ter também?
Não necessariamente. O histórico familiar aumenta o risco, mas a doença depende também de higiene, tabagismo, diabetes e acompanhamento. Quem tem casos na família requer atenção, avaliação e acompanhamento com especialista para que qualquer alteração seja tratada precocemente.
Quando devo procurar um periodontista?
Procure avaliação se a gengiva sangra, incha ou retrai, ou se algum dente está mole. A consulta também vale se você tem diabetes, fuma ou tem casos de perda de dentes na família.
